Na cabeça o marrom
mar ronc
ana orla a língua
li
Nha d’água a ½ fio
Napalm a da mão
Outras il
has assim
Outras li
Nhas a fio
Vida-amor -morte
Corte sobre
sorte
Cristiano Moreira
Na cabeça o marrom
mar ronc
ana orla a língua
li
Nha d’água a ½ fio
Napalm a da mão
Outras il
has assim
Outras li
Nhas a fio
Vida-amor -morte
Corte sobre
sorte
Cristiano Moreira
chegou teu poema
depois que arco íris desta manhã
dançava com o outono na palheta
na tua mão imaginei estes versos
um leque que anunciava um sopro
ou a coreografia das lâminas se recolhendo
e se abrindo. livro ou flor. peso e leveza.
antes ainda
órbita derramada em cócegas
nas membranas desenhadas
em um tríptico liquefeito
é a distância, ela sim enfuna a vela do barco
e o pulmão faz dormir o vento
nos alvéolos da respiração contida
daí o mergulho em apnéia no
aberto dos desejos, no limite
corpo-oceano, confim estrelado
dança que conjura o deserto
no desdobramento do olhar já
a subordinação da mão
no desenho da ausência
talvez festa, este folguedo
ou apenas um croqui.
Cristiano Moreira
a convite do SESC, elaborei uma pequna mostra de poemas inéditos e armamos uma mostra chamada PÁSSAROS, POEMAS LIVRES DO LIVRO. a mostra fez parte da segunda edição do VIA POESIA em itajaí s.c. que contou com o grupo do SARAU COOPERIFA, liderado pelo poeta sergio vaz.
a mostra com os poemas rolou na avenida hercílio luz em frente a casa (de usher) da cultura dide brandão. poderíamos chama-la ainda de a casa tomada, tomada pelo musgo, pelo tempo, e degredo. rolou ainda uma performance com o grupo do Etc e tal, liderado pelo sidval. agradeço aqui o apoio do camarada e agitador Marcelo Morais do SESC. sem mais blablabla, algumas imagens clicadas pelo amigo e fotógrafo Marcos Porto. Não menos importante o suporte desta árvore de arame feita pelo artista Juliano Trevisan.
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